Dicas de pneus

Nem todo mundo sabe, mas os pneus têm data de validade, sim!

Esse nem sempre é um dado considerado na gestão de frotas e a desatenção para o que parece ser um detalhe de menor importância pode colocar em risco a segurança dos condutores.

Acompanhe este artigo para descobrir como saber a data de validade do pneu, por que essa data é importante e quais os riscos de utilizar pneus com a validade vencida.

Além, também, de dicas para prolongar sua vida útil. Confira!

Qual é a validade do pneu?

O prazo de validade do pneu é de cinco anos, contados a partir da semana de fabricação. Esse dado está inserido à direita da sigla “DOT”, que está gravada na lateral dos pneus.

A sigla é acompanhada de uma sequência de letras e números, que informam a marca e o tamanho do pneu e também a data de fabricação. Essa data é registrada nos quatro últimos números, que dizem respeito à semana do ano na qual o pneu foi produzido e ao ano de fabricação.

Portanto, ao lado da sigla DOT você encontrará uma sequência de 12 letras e números. Suponhamos que os quatro últimos números sejam 3512.

O número 35 significa que o pneu foi fabricado na 35ª semana do ano, e o 12 significa que a fabricação ocorreu em 2012.

Considerando que a 35ª semana está no mês de agosto e que a validade do pneu é de cinco anos, a data de vencimento daquele pneu será em agosto de 2017.

Pneus têm data de validade? Por que?

O pneu é composto por uma mistura de borracha natural com borracha sintética e por uma série de outros componentes químicos que dão a ele as características de durabilidade, aderência e maciez. A estrutura é formada por aço e também por outros compostos.

Como em qualquer produto, estes materiais estão sujeitos ao desgaste pelo uso. Mas também sofrem com a ação do tempo, das variações de temperatura e do ambiente.

Ou seja, quando um pneu roda em uma estrada de terra ou próximo ao mar, além das condições de temperatura e de pressão do lugar, ele também sofrerá a ação dos minerais. No caso da terra, e do sal, no caso do ambiente litorâneo.

Assim, o pneu sofre desgastes químicos e físicos que não dizem respeito diretamente ao atrito com o piso. Como consequência desses desgastes, ele pode ressecar-se, perder a flexibilidade e apresentar problemas decorrentes desta situação.

Vale lembrar que mesmo o pneu estepe, que não está rodando, é afetado pelas condições externas e também deve ter sua data de validade observada.

Quais os riscos de rodar com um pneu vencido?

Da mesma forma que um pneu careca coloca um veículo em risco de derrapar e de ser perfurado com mais facilidade, o pneu vencido pode perder a resistência e a aderência ao piso. Assim, ele ficará mais sujeito a furos e fissuras na borracha e pode estourar a qualquer momento, além de tornar-se mais propenso a derrapagens.

É preciso ainda considerar que os pneus vencidos tendem a ter sua estrutura deslocada. Isso significa que toda a estrutura de aço que dá forma e resistência ao pneu pode mudar de posição de uma hora para outra, perdendo a função e interferindo na rodagem do veículo.

Quando a estrutura de um pneu se desloca, os ocupantes do veículo têm a sensação de que a roda está oval ou de que a rodagem está sendo feita sobre um piso irregular. Contudo, além do desconforto, o deslocamento da estrutura pode comprometer a estabilidade do veículo e a aderência do pneu à pista.

Naturalmente, essas condições favorecem acidentes e devem ser prevenidas a todo custo.

Como saber quando está na hora de trocar?

Além da validade, é preciso considerar também as condições do pneu no que diz respeito ao desgaste. Neste caso, serve como referência a profundidade dos sulcos, que não pode ser menor que 1,6 milímetro.

A verificação dessa profundidade pode ser feita de maneira bastante simples utilizando um paquímetro ou um recurso existente no próprio pneu. Na lateral do pneu também está gravada a sigla TWI — de Tread Wear Indicator que, no caso, significa indicador de desgaste da banda de rodagem.

Essa sigla sinaliza em qual posição está o TWI, que são ressaltos inseridos nos sulcos dos pneus que indicam o limite mínimo de profundidade que cada um deve ter ou o limite máximo de desgaste do pneu.

Quando o pneu estiver vencido ou quando ele chegar nas marcas do TWI, é chegada a hora da troca.

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Como fazer a manutenção dos pneus?

Uma série de outros critérios devem ser seguidos para garantir a manutenção dos pneus. A começar pela escolha de componentes que sejam apropriados para o veículo. E, claro, que estejam de acordo com o que indica o manual do proprietário.

Além disso, é preciso verificar constantemente a calibragem, além do alinhamento e do balanceamento das rodas.

O ideal é que a verificação da calibragem seja feita uma vez por semana, sem deixar de lado o estepe, que também deve estar calibrado.

Nesse ponto, vale destacar que é interessante checar a calibragem com os pneus frios. Após eles terem rodado no máximo três quilômetros. Isso porque a pressão tende a aumentar quando os pneus esquentam.

No caso do pneu reserva é importante que ele tenha uma calibragem um pouco maior do que a mais alta recomendada no manual do veículo.

O alinhamento da direção interfere na durabilidade dos pneus e na dirigibilidade do veículo. Portanto, ele precisa ser feito regularmente, a cada cinco mil quilômetros e sempre que os pneus forem trocados.

Contudo, outros sinais podem exigir que o alinhamento seja refeito antes desse prazo. Por exemplo, o desgaste excessivo das bandas de rodagem. Ou ainda, o desgaste em forma de escama podem indicar a necessidade de antecipar o alinhamento.

Trepidação da roda, desvios na direção na frenagem ou quando o volante é solto, vibração do carro e volante pesado também podem ser indicativos.

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O balanceamento das rodas também deve ser feito a cada cinco mil quilômetros, quando os pneus forem trocados ou caso a roda sofra algum impacto fora do normal.

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