Relacionamento da logística e gestão de frotas

Com a certeza de que vivemos em um mercado extremamente competitivo e dinâmico, as empresas que lidam com frotas devem se inovar constantemente. Para garantir o seu sucesso, elas devem se fundamentar nas melhores técnicas de logística, reduzindo custos, melhorando a qualidade dos seus serviços e elevando seus lucros.

Para alcançar esse objetivo, é imprescindível usar os 5 pilares da logística. Você já sabe quais são? Se sua resposta foi não, este post foi feito sob medida para sua empresa. Venha ver!

1. Planejamento inteligente

O primeiro pilar da logística é um planejamento inteligente. Trata-se de um conjunto de ações que se dividem nos seguintes níveis:

Nível estratégico

O planejamento estratégico envolve o desenho da rede logística, isto é, fábricas, centros de distribuição, armazéns, localização de parceiros e fornecedores e planejamento da demanda do cliente. É uma prática que necessita ser revisada periodicamente para que aquele planejamento se adeque às mudanças mercadológicas.

Nível tático

O plano tático define o modo de usar os recursos disponibilizados para aperfeiçoar o atendimento ao consumidor, diminuindo despesas desse serviço.

Do mesmo modo, deve prever mudanças na demanda do consumidor e fornecimento ou capacidade da rede para atendê-lo. Nesse nível de planejamento, almeja-se responder melhor a essas variáveis.

Nível operacional

No nível operacional, são produzidos planos de inventário e movimentação de materiais, em função das restrições dos sistemas das frotas. Também são definidas as soluções para resolver problemas de quebra de equipamentos, pedidos cancelados, discrepância de inventário, entre outros.

O planejamento inteligente é fundamental para que outra base da logística seja fortalecida — nesse caso, a otimização de estoques.

2. Otimização de estoques

Trata-se do gerenciamento de inventário para equilibrar a procura de itens mantidos no documento e otimizar os custos de fornecimento.

As abordagens da otimização de estoques estão focadas na fixação dos limites sobre o número de unidades de um determinado insumo e no acompanhamento de toda a sua movimentação, para que ele chegue dentro do prazo estipulado.

Esses limites se baseiam em um volume mínimo e um volume máximo para cada item, buscando que o estoque esteja sempre suprido com a quantidade ideal de mercadorias conforme a demanda de cada uma delas. O ponto de pedido é um conceito que precisa ser familiar ao gestor: significa a quantidade de itens no estoque que, sendo atingida, exige que sejam realizadas novas compras, tendo como referência o consumo médio mensal, o tempo de reposição e o estoque de segurança (destinado ao abastecimento em casos especiais).

Para calcular o ponto de pedido, pode-se usar a fórmula:

PP = (CM x TR) + ES

  • PP equivale ao ponto de pedido;
  • CM equivale ao consumo médio;
  • TR é o tempo de reposição, que é o prazo de entrega do fornecedor após a efetivação do pedido;
  • ES é o estoque de segurança.

Outro conceito que vale ser conhecido é o de just in time, ou seja, o produto só deve ser solicitado para o estoque no momento mais exato possível, o que torna ainda mais valioso o cálculo do PP. O just in time é um dos pilares da produção enxuta.

3. Visibilidade

Para evitar transtornos com os materiais do estoque, é necessário que sua frota tenha uma excelente visibilidade. Não se trata de propaganda ou qualquer técnica publicitária: ela envolve um conhecimento aprofundado sobre o cliente e a rastreabilidade do inventário e de todo o material em movimento.

O intuito de tornar sua frota mais visível é que você tenha a relação entre oferta e demanda balanceada, para reduzir despesas e otimizar a qualidade dos serviços prestados pela sua companhia.  As ferramentas para uma maior e melhor visibilidade são:

  • Rastreabilidade dentro da organização usando sistemas de monitoramento;
  • Rastreabilidade com os parceiros da cadeia de suprimento, recebendo mensagens via web, EDI e ou XML;
  • Implantação de centros de integração para melhorar a visibilidade em sistemas diferentes em múltiplos parceiros;
  • Detecção de exceções e alertas para indicar quando a situação de uma entrega do sistema se desvie dos indicadores e fluxogramas estabelecidos no planejamento.

Para ter melhor e maior visibilidade, é preciso também ter uma boa gestão de frotas.

4. Gestão de frotas

A gestão de frotas engloba atividades para gerenciar um conjunto de veículos que pertencem a uma mesma empresa. Trata-se de integrar recursos, informações e sistemas. Para isso, é fundamental seguir as seguintes orientações:

  • Automatizar as transações logísticas por comunicação eletrônica, para reduzir tempo, custo e erros humanos;
  • Compartilhar dados de demanda, inventário e cronogramas;
  • Gerar rede de colaboração para responder agilmente às mudanças no ambiente de mercado.

Nesse pilar, o que ajuda a melhorar a administração dos seus veículos é ter como base dados analíticos que facilitam o monitoramento das frotas.

A gestão de custos é um quesito relevante, sendo recomendável o controle de custos por cada viagem efetuada — assim, a identificação dos gastos será mais precisa e definida. Não se pode esquecer que os custos podem ser fixos e variáveis, ou seja, existem custos que são os mesmos para toda viagem, mas há outros que se alteram dependendo da distância, da carga e de outros critérios, incluindo os imprevistos — as surpresas que não estão programadas e sempre acabam exigindo gastos adicionais.

Para tornar sua gestão ainda mais precisa, você poderá dividir os custos por cada viagem em custos relacionados a rota, veículo e motorista. Ao final de tudo, sempre faça a comparação entre os custos de cada viagem realizada.

Outro ponto a considerar é a organização dos documentos do veiculo e do motorista, como a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Controlando a documentação, será possível evitar multas e problemas jurídicos em casos mais graves, como acidentes.

5. Monitoramento

Nesse pilar, o ideal é ter dados analíticos, isto é, medições e indicadores. Eles permitem monitorar em tempo real utilizando scord cards, consultas, painéis ou relatórios. Com essa base, fica mais fácil tomar as decisões para fortalecer cada um desses pilares.

O monitoramento automatizado permite acompanhar, em tempo real, cada passo que o veículo e a carga estão dando na rota planejada. Assim, é possível identificar desvios, paradas não programadas e possíveis eventualidades, como assaltos ou acidentes.

O monitoramento automatizado facilita a comunicação do gestor com o motorista, de modo a ajudá-lo em certas situações, resolvendo conflitos e aplicando planos emergenciais a fim de que o prazo de entrega seja cumprido.

O monitoramento, enfim, permite ao gestor monitorar o veículo, a carga, o motorista, o prazo e a entrega.

Para aplicar uma logística inteligente, é preciso ter qualificação necessária para otimizar os pilares que abordamos. É preciso ter visão de futuro, flexibilidade e dinamismo para responder às exigências mercadológicas que conhecemos muito bem. Do mesmo modo, é imprescindível investir em recursos tecnológicos que facilitam o planejamento inteligente, a gestão de estoques e frotas e o monitoramento.

Viu como a aplicação correta dos pilares da logística é um diferencial para sua empresa? Quer saber mais sobre como melhorar seus serviços? Aproveite o espaço dos comentários e venha debater conosco suas ideias e dúvidas, e fique por dentro das novidades curtindo nossa página no Facebook!