A gestão de frotas tem a reputação de ser uma profissão dominada pelos homens, mas as empresas de frotas e a indústria como um todo têm pressionado para que as mulheres sejam mais bem representadas.

Embora a própria indústria de frotas tenha dado passos importantes e o papel do gerente de frota tenha evoluído com isso, ainda há muito menos mulheres empregadas na indústria do que homens.

No artigo de hoje, a Sofit traz essa discussão sobre as mulheres na gestão de frotas e mostra caminhos para trazer mais representatividade para o setor. Confira!

Mulheres na gestão de frotas: alguns dados do setor

Numerosos estudos demonstraram que a diversidade de gênero na força de trabalho não apenas promove a colaboração, a compreensão e a tolerância, mas também aumenta a competitividade, a produtividade e a responsabilidade social corporativa.

Apesar disso, a representação feminina nas diversas áreas da gestão de frotas ainda é tímida. Mulheres representam apenas 16,8% deste mercado de trabalho, de acordo com dados da pesquisa “Estudos de Tendência para 2021”, da Veltec.

Outra pesquisa, mais abrangente, do Instituto Paulista do Transporte de Cargas (IPTC), órgão vinculado ao Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP) fez um panorama das mulheres no setor de transporte.

Confira alguns dados interessantes:

  • 55,7% são brancas, 
  • 39,7% são solteiras, 
  • 38,1% tem entre 26 e 34 anos
  • 48,2% não tem filhos

Além disso, o estudo mostrou ainda que 54% das mulheres são chefiadas por homens, enquanto 46% possuem outras mulheres como superiores imediatas.

 

Mulheres na gestão de frotas: poucas, porém, protagonistas

Em um dos maiores grupos de gestores de frota do Brasil no Telegram, cerca de 30% são representantes do sexo feminino. Isso em um universo com mais de 400 integrantes.

Apesar de serem minoria, mulheres figuram como protagonistas no mercado de gestão de frotas. 

Dessa forma, representantes femininas estão à frente, por exemplo, lideram algumas das maiores frotas do país, como é o caso da Astrazeneca, Atlas Copco, Strattner, Fiergs e Correios.

Elas trazem mais produtividade para o setor

Apesar de as mulheres ainda não terem conquistado o seu devido espaço na gestão de frotas, especialmente nos cargos de liderança, este tema está cada vez mais deixando de ser um tabu.

Embora o público feminino ainda encontre resistência, as oportunidades para as mulheres em um mercado cada vez mais tecnológico e estratégico como a gestão de frotas já é uma realidade.

A busca pelo aumento da produtividade e menores índices de retrabalho faz com que cada vez mais mulheres estejam presentes em cargos de gestão.

Isso porque, para driblar as dificuldades e enfrentar o preconceito que, infelizmente, ainda existe, mulheres precisam se provar e fazem isso através de especializações e estudos diversos.

Iniciativas promovem a equidade de gênero no setor de transporte

Nos últimos anos, algumas empresas têm se esforçado para equilibrar a sua força de trabalho e alcançar um melhor equilíbrio de gênero, motivadas tanto por negócios e interesses competitivos, bem como por fatores sociais. 

Empresas de frota investem em programas de incentivo para que mulheres evoluam e atuem em áreas de gestão. O objetivo é trazer mais mulheres e desenvolvê-las internamente, levando-as para posições de liderança.

Esses esforços estão começando a dar frutos, com o número de mulheres trabalhando no setor continuando a crescer. 

Como em outras indústrias, as mulheres representam uma parcela crescente da força de trabalho da indústria da gestão de frotas.

Independentemente do perfil de habilidade, o mercado está aberto a mulheres profissionais talentosas de todos os tipos que provaram seu valor e habilidades, abrindo assim o caminho para a próxima geração.

Assim, empresas podem fazer muito pela equidade de gênero na gestão de frotas. 

Então, confira abaixo algumas iniciativas de empresas brasileiras que incentivam a presença feminina em cargos de gestão:

Braspress

Promove um programa de treinamento exclusivo para o público feminino. Assim, a transportadora já conta com 22,9% do seu quadro de colaboradores composto por mulheres.

Man Latin América

A empresa de transporte anunciou que até 2025 pretende trabalhar a questão da equidade de gênero para que as mulheres representem pelo menos 20% do seu quadro executivo. Vale lembrar que a empresa já possui diversas mulheres em cargos de liderança e extremamente técnicos.

Ativa Logística

A empresa de Itapevi, no interior de São Paulo, as mulheres ocupam mais da metade das operações, especialmente em cargos como a separação de pedidos e de gestão e coordenação.

Vale lembrar que a frota geralmente é apenas um pequeno pedaço da função exercida pelas mulheres. 

Normalmente, elas vão além, sendo responsáveis pela área de facilities e, debaixo desse “guarda-chuva”, ela tem a frota para cuidar com diversos outros fornecedores.

A Sofit apoia a equidade de gênero da gestão de frotas

Como podemos observar ao longo deste artigo, as mulheres estão firmando o seu espaço na gestão de frotas, um setor, tradicionalmente liderado por homens.

No entanto, para mostrarem o seu valor em um nicho ainda representado por homens, elas precisam ter pulso firme, visão sistêmica do negócio e decisão com embasamento e argumentos sólidos.

Acreditamos que a equidade de gênero dentro desse segmento só é benéfica para as empresas e também para as mulheres que têm muito a oferecer,  tanto na parte operacional como em cargos de liderança.

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