erros no controle de pneus

Um dos itens mais importantes na Gestão de Frota é cuidar com os erros no controle de pneus, que é fundamental para garantir a segurança e a eficiência das operações. Além disso, esses são itens importantes também para o orçamento da área: os gastos com pneus representam cerca de 12% do custo da frota, perdendo apenas para as despesas com combustíveis e manutenções.

Você sabia que, se bem realizado, o controle de pneus aumenta entre 20 e 25% sua vida útil? Um pneu que rodaria 100 mil km pode rodar até 125 mil km. Por outro lado, a manutenção incorreta, além de diminuir a durabilidade do pneu, traz mais gastos e menos segurança para a frota.

Confira a seguir os principais erros cometidos na manutenção dos pneus:

 

 1. Não utilizar a pressão indicada pelo fabricante

Se o veículo rodar com o pneu abaixo da pressão indicada pelo fabricante isso fará com que aumente a área de contato com o piso, gerando um desgaste maior de suas extremidades. Isso faz com que o motor faça um maior esforço, aumentando o consumo de combustível. Porém, o excesso de pressão também é prejudicial: provoca um maior desgaste no centro do pneu, rachaduras na base dos sulcos (com maior propensão a estouros) e faz com que o veículo perca estabilidade.

 2. Rodar com pneus carecas e riscá-los

Você sabe o que são os TWIs (Tread Wear Indicators)? Eles são ressaltos da borracha de 1.6 mm que indicam a profundidade mínima dos sulcos. Se o pneu ultrapassar essa medida, ele é considerado careca. Rodar com ele nesse estado – além de ser passível de multa e autuação – aumenta o risco de aquaplanagem. Existem ainda alguns motoristas que riscam o pneu para redesenhar os sulcos. Isso compromete a estrutura do pneu, podendo estourar em pleno movimento.

 3. Usar remendos para consertar os pneus

Muitos borracheiros usam um recurso chamado “macarrão”, que é introduzido no pneu como alternativa para restaurar algum furo. Esse recurso não deve ser utilizado, pois permite o vazamento da pressão, provocando os desgastes citados no item 1. Em caso de furos ou danos causados aos pneus, o correto é substituí-los para maior segurança.

 4. Negligenciar a suspensão, o balanceamento e o rodízio

Uma suspensão mal calibrada e desgastada provoca o desalinhamento da direção e compromete a estabilidade do veículo. Realize o alinhamento das rodas sempre que houver algum impacto – seja na troca do item ou de componentes da suspensão. Fique atento aos desgastes irregulares, que sinalizam a falta de alinhamento, e também verifique se o veículo não está “puxando” para um lado. Além disso, para igualar os desgastes, é aconselhável realizar o rodízio entre os pneus, aumentando sua durabilidade. O rodízio deve ser feito de acordo com o indicado no Manual do Proprietário ou a cada oito mil quilômetros para pneus radiais e cinco mil para pneus diagonais.

Informações: Fiep

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