mercado de transporte de cargas

O mercado de transporte de cargas sempre foi dinâmico. A quarentena imposta pelo Coronavírus promete colocar o setor em evidência e os gestores em estado de atenção.

Como um serviço essencial, o transporte de cargas deve ser impactado pela alta repentina na demanda. Sobretudo, para o abastecimento de produtos de primeira necessidade, como alimentos e medicamentos.

A pergunta que você deve fazer é: Como gerir a sua frota em tempos de crise? Quais as perspectivas do mercado de transporte de cargas para este ano tão atípico?

Descubra tudo no artigo de hoje, mais um da série especial sobre o COVID-19 e os seus impactos do mercado de transporte de cargas.

 

Coronavírus e o transporte de cargas: uma visão geral

A rápida disseminação do coronavírus no mundo teve um grande impacto nos mercados globais de transporte, com a queda na demanda por mercadorias da China afetando tudo, desde navios porta-contêineres até petroleiros. 

Aqui no Brasil, as entidades que representam o setor estão em constante diálogo com os transportadores, monitorando todas as medidas adotadas por órgãos públicos e privados.

Vale destacar que a situação exige, sobretudo, planejamento e responsabilidade. 

 

Dessa forma, será possível garantir o suprimento de itens relacionados à saúde pública, ou seja, itens relacionados à higiene pessoal, medicamentos, alimentos e material hospitalar, bem como outras prioridades.

 

Quais as empresas de transporte mais afetadas pela crise do novo Coronavírus?

O Coronavírus fez com que portos, aeroportos e parte do mercado de importação tivessem as suas atividades reduzidas. 

Bens de consumo considerados “não essenciais” como vestuário e eletroeletrônicos, deverão ter o consumo reduzido e, consequentemente, o transporte.

Da mesma forma, o setor automotivo também deverá ser impactado durante a pandemia do coronavírus, já que comercio e produção deverão ser reduzidos, diante das incertezas do mercado.

Abaixo, fizemos uma lista dos setores que deverão ser mais impactados. Confira:

  • Setor de carga aérea ou aqueles que atuam com cargas de entrega expressa aérea;
  • Setor portuário, sobretudo empresas que sobrevivem do transporte de contêineres;
  • Empresas de logística que não atuam com o transporte de bens essenciais;
  • Operadores Logísticos fortemente dependentes do setor automotivo;
  • Empresas de logística que atuam com eventos e logística promocional.

As transportadoras estão prontas para a crise promovida pelo Coronavírus?

Representantes do setor já responderam a essa pergunta. A resposta foi “SIM”. As transportadoras deverão conseguir suprir a demanda por itens de primeira necessidade e garantir o abastecimento da população.

Apesar disso,  houve uma redução de 26,14% no volume de cargas transportadas desde o início da pandemia no Brasil, de acordo com dados do Departamento de Custos Operacionais da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (DECOPE).

Sendo assim, de acordo com Tayguara Helou, Presidente do Setcesp, o que você, como gestor deve ficar atento é com o aumento dos custos com armazenamento que toda essa situação deve gerar.

Mais uma vez, a capacidade de planejamento e articulação dos gestores será posta em prova para que o aumento nos custos não seja tão significativo e compensado pelo aumento da demanda.

 

Como as transportadoras devem encarar o mercado de transporte de cargas durante o Coronavírus?

Os custos que fazem parte de toda a cadeia de transportes costumam ser bem elevados. Caminhões, autopeças, manutenção, armazenagem, mão de obra. Tudo isso deverá sofrer um impacto durante a crise.

Apesar de não ser possível prever com exatidão os impactos da crise do coronavírus para o setor de transporte de cargas, podemos afirmar que haverá um aumento na demanda e, consequentemente, na concorrência pelo transporte dessas cargas.

Além disso, além de adotar medidas básicas de higienização de veículos, repense o seu modelo de negócio. É preciso se adaptar rapidamente à nova realidade do mercado de transporte de cargas:

  • Renegocie os seus pagamentos, como os financiamentos para a compra de novos veículos;
  • Transporta cargas “secundárias”? Migre para o transporte de itens de primeira necessidade;
  • Evite transportar cargas que exijam armazenamento, preferindo o transporte para empresas.

 

A Sofit te deixa por dentro do mercado de transporte de cargas durante a crise do COVID-19!

Além de se planejar e acompanhar todas as notícias e determinações do governo, o que devemos fazer diante deste quadro é cuidar, sobretudo, da nossa saúde e da dos nossos colaboradores.

Lembre-se: essa situação vai passar. Devemos agora preservar vidas e garantir que itens básicos cheguem aos consumidores finais. O setor de transporte não pode parar!

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